sábado, 8 de setembro de 2007

LIMITE

A noite é o algoz do poeta enganado
nessa vital razão de ser poeta.
A noite é tempo e tempo é linha recta
num espaço de curvas tracejado.
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A noite é o descanso condenado
pela vigília e pelo raiar da aurora
que traz à mente de quem ri ou chora
um campo de lutas limitado.
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A noite sou eu dos dias já cansada
a pensar que outra é a madrugada
deste escuro que arrasto e me tortura.
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A noite é a verdade sem remédio
em que bebo lentamente a desventura
desta revolta a diluir-se em tédio.

1 comentário:

Crítica&denúncia disse...

Que precioso este poema....Estou aqui de boca aberta te vendo "nua" pois a poesia despe o poeta e gostei do que vi. Parabens, até loguinho, voltarei, Alda