segunda-feira, 17 de setembro de 2007

AO MENINO MENDIGO

Quando te encontro nestas ruas usadas
com essas mãos que já não são tuas
estendidas para outras mãos deterioradas
que sujam de moedas
a beleza das luas,
eu acho que nunca ninguém disse o que bastasse.
Não, nunca ninguém disse o que bastasse
nunca ninguém deu o que servisse
nunca ninguém lutou que saciasse
a sede de uma justiça que cumprisse.
Nunca ninguém amou que resistisse!...

9 comentários:

Crítica&denúncia disse...

ô minha linda ! Que grande sentimento, que profundidade...me fez chorar tuas palavras, fostes tão certa no meu interior. Se pudéssemos acordar e ver a vida de acordo com a humana forma de viver...Mas 'nunca ninguém amou que resistisse" tens razão ! Obrigada por compreender o que falei e obrigada por esta comunhão de almas. Com carinho, Alda

Tiago R Cardoso disse...

Nunca ninguém fez o suficiente.
Grande texto.

Crítica&denúncia disse...

Copiei Tua poesia, com autor e endereço do blog e coloquei no Críticas...Obrigada mais uma vez por tua sensibilidade e beleza interior.Alda

O Árabe disse...

Parabéns... pelo texto e pelo blog. Decerto, não és apenas um cuco... bem sabes construir o teu belo ninho! :)

Entre linhas... disse...

Além de cuco és um ser maravilhoso cheioo de sensibilidade.
Bjs Zita

O Chaparro disse...

passei p desejar bom resto d semana

martelo disse...

direi que transparece uma enorme sensibilidade... importar-se com os outros é o importante.

C Valente disse...

Bem bonito
saudações amigas

DS disse...

Um belo poema para dizer o indizível!